...é um magnífico tesouro em bruto que Filipe Bonito
vai fazendo crescer, à medida que vai juntando mais uma pedra preciosa, ao
sabor do garimpo que vai fazendo nos rolos perdidos que vai descobrindo,
recheados de instantâneos de vidas, imagens de pessoas e paisagens, em Portugal
e outros locais do mundo… …fotos simples, a preto e branco (mais) ou a cores (menos), algumas deliciosamente naifs, outras
verdadeiros achados estéticos, momentos captados num segundo, num singelo click
das "velhinhas" máquinas fotográficas analógicas…
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Pérolas 051
(...it's exactly like that...)
You locked your heart
You wake up with
tears and stars in your eyes
You gave it all to
someone that
Cannot love you back
Your days are packed
With wishes and hopes
for the love that you've got
You wasted all to
someone that
Cannot love you back
Someone that cannot
love
Love, ain't this
enough
You push yourself
down
You try to take
confort in words
But words
They cannot love
Don't waste them like
that
Cus they'll bruise
you more
You secretly made
Castles of sand that
you hide in the shade
But you cannot hold
the tides that break them
And you build them
all over again
You talk all these
words
You make
conversations that cannot be heard
How long until you
notice that
No one is answering
back?
Someone that cannot
love
Love, ain't this
enough
You push yourself
down
You try to take
comfort in words
But words
They cannot love
Don't waste them like
that
Cus they'll bruise
you more
Love, love, ain't
this enough
You're pushing around
You try to take
comfort in words
But words
Well they cannot love
Don't waste them like
that
Cus they'll bruise
you more
Someone that cannot
love
Love, ain't this
enough
You push yourself
down
You try to take
comfort in words
But words
They cannot love
Don't waste them like
that
Cus they'll bruise
you more
Love, love, ain't
this enough
You're pushing around
To find little
comfort in words
But words
Well they cannot love
Don't waste them like
that
Cus they'll bruise
you more
You know they'll
bruise you more
Words, they will hurt
you more
Words, they will hurt
you more
Yes, they'll bruise
you
Someone that cannot
love
Someone that cannot
love
quarta-feira, 31 de julho de 2013
…eu, assim…
...há poucos dias, vindo do nada e sem razão aparente, fui brindado com esta linda oferta de duas (verdadeiras) amigas minhas, que me conhecem (relativamente) bem e também já há mais de uma dezena de anos…
…já me conheceram em vários aspectos e em diversas situações da minha vida,
ao longo do tempo…
…e sabem que tenho, efectivamente e admito-o, esse feitio …especial…rs…por
assim dizer…
…no entanto (e como ressalta da estampa da t-shirt), sei que também encontraram
ou descobriram em mim outras “qualidades” que, de certo, as cativaram para
serem minhas amigas… sendo certo também que muitas poucas
pessoas existem que assim considero para mim… amigas… (com todas as proximidades e
diferenças que as verdadeiras amizades encerram)…
…por isso mesmo, e mais do que pelo magnifico presente com que mimaram,
agradeço-lhes o facto de existirem nessa qualidade na minha vida…
…bem-haja, ninas…
JP ®
sábado, 13 de julho de 2013
nimas 001…"Zed's dead, baby. Zed's dead"....
…uma noite de sexta-feira em paz, finalmente…
…o calor abrasador abrandou um pouco, entra
uma brisa húmida a chamar chuva pela janela da varanda da sala, refresca-me o
corpo refastelado no sofá e está a dar o magnifico “Pulp Fiction”, na Fox…
…e neste momento Mrs. Mia Wallace está a
dançar com Mr. Vicent Vega…rsrs…
Unofficial music video de "You Never Can
Tell" – Chuck Berry
Cena do filme "Pulp Fiction" (1994), de Quentin Tarantino, com Uma Thurman e John Travolta
Cena do filme "Pulp Fiction" (1994), de Quentin Tarantino, com Uma Thurman e John Travolta
domingo, 7 de julho de 2013
Pérolas 050
…uma música linda (letra e melodia) que eu gostava que fosse ouvida no meu funeral…
Cover de um original dos The Smiths, interpretado por Amelia Warner
a.k.a. Slow Moving Millie
Good times for a change
See, the luck I've had
Can make a good man
Turn bad
So please please please
Let me, let me, let me
Let me get what I want
This time
See, the luck I've had
Can make a good man
Turn bad
So please please please
Let me, let me, let me
Let me get what I want
This time
Haven't had a dream in a long
time
See, the life I've had
Can make a good man
Turn bad
So for once in my life
Let me get what I want
Lord knows, it would be the first time
Lord knows, it would be the first time
See, the life I've had
Can make a good man
Turn bad
So for once in my life
Let me get what I want
Lord knows, it would be the first time
Lord knows, it would be the first time
In "Please, Please, Please,
Let Me Get What I Want" – Slow Moving
Millie
domingo, 30 de junho de 2013
Pérolas 049
…puro glamour…esta é a inesquecível e
incomparável cover (em versão curta) do clássico jazzístico “Makin’ Whoopee” na
voz (surpreendente) de Michelle Pfeiffer, tema também interpretado por Frank
Sinatra, Dinah Washington, Ella Fitzgerald ou Doris Day…
Cena do filme "The Fabulous Baker Boys"
(1989), de Steven Kloves, com Michelle Pfeiffer e Jeff Bridges
Another bride, another June
Another sunny honeymoon
Another season, another reason
For makin' whoopee
Another sunny honeymoon
Another season, another reason
For makin' whoopee
A lot of shoes, a lot of rice
The groom is nervous he answers twice
It’s really killin’ that he's so willin'
To makin’ whoopee
The groom is nervous he answers twice
It’s really killin’ that he's so willin'
To makin’ whoopee
Picture a little love nest
Down where the roses cling
Picture the same sweet love nest
Think what a year can bring
Down where the roses cling
Picture the same sweet love nest
Think what a year can bring
He's washing dishes and baby clothes
He's so ambitious, he even sows
But don't forget folks, that’s what you get folks
For makin’ whoopee…
He's so ambitious, he even sows
But don't forget folks, that’s what you get folks
For makin’ whoopee…
In "Makin’ Whoopee" – Michelle Pfeiffer
sábado, 29 de junho de 2013
…46…
Aqui estou eu
Sou uma folha de papel vazia
Pequenas coisas
Pequenos pontos
Vão me mostrando o caminho
Às vezes aqui faz frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
As vezes aqui faz frio
Sei que me esperas
Não sei se vou lá chegar
Tenho coisas p'ra fazer
Tenho vidas para acompanhar
Às vezes lá faz mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio
(…lá fora faz tanto frio…)
Bem-vindos a minha casa
Ao meu lar mais profundo
De onde saio por vezes
Para conquistar o mundo
Às vezes tu tens mais frio
Às vezes eu fico imóvel
Pairando no vazio
No perfeito vazio
Às vezes lá faz mais frio
No teu peito vazio
In “Perfeito Vazio” – Xutos & Pontapés
sábado, 15 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Pérolas 048
(...insónia dividida com o Luffy...)
Acordo ou deixo dormir
O meu monstro da noite
Era bom poder, sorrir...
O meu monstro da noite
Era bom poder, sorrir...
Em escassas horas de sono
Assim sento e recolho
Ao frio da insónia
Que vi, em mim...
Assim sento e recolho
Ao frio da insónia
Que vi, em mim...
Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não...
Dessa mente que não quer sossego!
Dessa mente que não quer sossego!
O monstro não me deixa não...
Dessa mente que não quer sossego!
Dessa mente que não quer sossego!
Murmúrios ou medos
Há quem durma sem jeitos
Em cima de uma cama
A rir, de mim...
Há quem durma sem jeitos
Em cima de uma cama
A rir, de mim...
Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não!
Faz libertar ao escurecer a mente
Que amanhã eu devo ir trabalhar!
O monstro não me deixa não!
Faz libertar ao escurecer a mente
Que amanhã eu devo ir trabalhar!
Mais do mesmo se encontra...
Nestas horas de ponta
O corpo pede a alma pra dormir,
Em mim...
Nestas horas de ponta
O corpo pede a alma pra dormir,
Em mim...
Faz-me revirar o tempo
O monstro não me deixa não!
Faz libertar ao escurecer a mente
Que amanhã eu devo ir trabalhar!
O monstro não me deixa não!
Faz libertar ao escurecer a mente
Que amanhã eu devo ir trabalhar!
Num sonho por sonho
Num monopólio de oiro
O vício da insónia
Não consegui...
Num monopólio de oiro
O vício da insónia
Não consegui...
domingo, 9 de junho de 2013
Poesia para os olhos 006
…lembro-me como se fosse
hoje a primeira vez que vi esse quadro, pintado a óleo, ao vivo na minha frente…fiquei
longos minutos, ali, parado, com aquela imagem entrando hipnoticamente pelos
olhos dentro…forte, sombria, impressionantemente dura… a mesa vazia, sem
alimentos…com as ferramentas de trabalho ali pousadas, esquecidas, paradas por
falta de uso…o punho cerrado de raiva e dor…a mão desesperada na sacada da
janela que mostra o mundo exterior…a mulher alimentando a criança no colo, com
um semblante e um corpo onde se notam as marcas da fome e da pobreza…
…foi em Janeiro de 2009 e nunca
pensei que, quatro anos depois, tal imagem viesse a tornar-se tão real no quotidiano do meu país…
“Sin pan y sin trabajo” (1894), de Ernesto de la Carcoca (1866-1927) – acervo do Museo Nacional de Bellas Artes de Buenos Aires
JP ®
A identidade secreta do povo português - por Ricardo Araújo Pereira
(...acho que somos assim...um bocadinho que seja...)
A identidade secreta do povo português
Em 2002, Durão Barroso disse que
Portugal estava de tanga. Entretanto, passaram 11 anos e é difícil negar que
fomos perdendo cada vez mais roupa. Eu não sou crítico de moda, mas creio que
estamos perante uma impossibilidade. Não é possível passar uma década a
confiscar a indumentária a um povo que já está de tanga. Minto: é possível
apenas em duas situações muito específicas e altamente improváveis. Se o povo
em causa tiver a tanga vestida por cima do resto da roupa, pode dizer-se que
está de tanga no primeiro momento, e fica apto a continuar a perder peças de
vestuário antes de se achar completamente nu. Esta hipótese, a verificar-se,
confirma a minha suspeita antiga de que o povo português é o Super-Homem. Tinha
a tanga por cima da roupa em 2002 e foi ficando sem a capa e o fatinho de licra
azul ao longo dos últimos anos. E aguentou tudo com força sobre-humana, que é a
única maneira de um povo aguentar isto.
Outra hipótese: em 2002 o povo
estava, de facto, de tanga, mas tinha várias tangas vestidas, umas por cima das
outras. E foi perdendo tangas, ano após ano, até estar na situação em que se
encontra agora - em que, se não está nu, estará, no máximo, monotanga. Nesse
caso, o povo português não é o Super-Homem. É uma espécie de Tarzan multicueca.
Um Tarzan que, tendo viagem marcada na Ryanair e, por não querer pagar uma
quantia extra pela bagagem, levasse todas as suas tangas vestidas, por exemplo.
Seja qual for a hipótese
correcta, é seguro afirmar a excepcionalidade do povo português, dadas as
características admiráveis, quer do homem de aço, quer do rei dos macacos. Não
ignoro que haja bons argumentos para refutar estas hipóteses. Pode dizer-se,
por exemplo, que a posição em que estamos, no que à soberania diz respeito,
torna muito improvável que o povo português seja, na verdade, o rei de alguma
coisa, dado que temos cada vez mais dificuldade em fazer súbditos, mesmo entre
os símios. Também é difícil identificar o povo português com o Super-Homem,
sobretudo tendo em conta a extraordinária habilidade deste para combater o
crime e a nossa absoluta incapacidade de meter bandidos na cadeia. Mas eu
continuo inclinado para achar que o povo português tem uma identidade secreta
oriunda do universo da ficção, na medida em que me parece, ele próprio, uma
personagem fictícia: nenhum povo de carne e osso teria a capacidade de,
empobrecido e desesperado como está o nosso, manter a nobreza de alma que é
evidenciada quando os protestos se fazem a cantar e a rir.
Publicado por
Ricardo Araújo Pereira , em 30 de Maio de 2013 in revista “Visão”
Ler mais: http://visao.sapo.pt/ricardo-araujo-pereira=s23462#ixzz2VTkGeABs
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