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domingo, 29 de dezembro de 2013
Poesia para os olhos 011
…adeus a um amigo…
"Os cães são o nosso elo com o Paraíso. Eles não
conhecem a maldade, a inveja ou o descontentamento. Sentar-se com um cão ao pé
de uma colina numa linda tarde, é voltar ao Éden, onde ficar sem fazer nada não
era tédio, era paz."
Milan Kundera
Joly
(Casal da Fraga, 05 de Maio
de 2000 – Casal da Fraga, 03 de Outubro de 2013)
JP ®
…soube-o no final da primeira semana de Outubro, ao telefone, pela minha
mãe, o que ela já previra dois ou três dias antes…
…o Joly “deixou-nos”…
…suavemente, sem alarido, durante o sono e, aparentemente, sem muito
sofrimento, traído pelo que ele tinha de maior: o coração…
…perdi um amigo… um dos poucos que tinha e um dos melhores que tive ou,
de certeza, alguma vez terei…
…tal como de outras vezes em que experimentei sentimentos de perda
idênticos, a sensação acaba por me atingir mais fortemente algum tempo depois…
com retroactividade, como costumo dizer…
…e foi agora, pelo Natal, que regressei ao lugar onde ele sempre me
esperava, farejando o ar e voltado para Sul, cauda a rabiar no ar, quando
sentia que estava para chegar, que me atingiu mais a sua inevitável ausência…
…já não farei com ele a nossa “dança” em que ambos rodopiávamos ao
encontro um do outro, antes de ele encostar o focinho entre os meus joelhos,
para lhe fazer abundantes festas no topo da cabeça e pelo lombo lustroso..
…já não faremos juntos longos passeios pela floresta e pelas hortas, com
ele deambulando por lugares novos ou revisitando outros…
…já não verei a alegria nos seus olhos quando me via ou a tristeza neles
quando se apercebia que eu ia partir…
…e o meu sobrinho, que a caminho dos 2 anos associa a palavra “cão” ao ‘Oly
(como ele lhe chama), já não vai ter a oportunidade de rever o “amigo” que
tanto o fazia rir quando ladrava…
…perdi um amigo, corajoso, inteligente e leal…
…descansa em paz, Jolas…
JP ®
sábado, 28 de dezembro de 2013
…caça e pesca…
…confesso que foi coisa que nunca entendi muito bem, quer
a caça, quer a pesca, como hobbies ou actividades de lazer, por assim dizer…
…no entanto, embora por razões diferentes…
…a caça acho que é, no mínimo e quase sempre, uma
imbecilidade sem fim…
…principalmente, quando justificam essa actividade “essencial
para manter os níveis cinegéticos” (dizem os caçadores mais instruídos, que
significa abater tudo quanto é animal que mexe no meio do mato – mesmo que
digam o contrário – mas com estilo nas suas vestimentas de “griffe”)… …ou “pelo
convívio” (dizem aqueles outros mais boçais, que significa tomar um mata-bicho
matinal antes de desatar às chumbadas pró ar, apanhar uma bebedeira valente ao
almoço e passar a tarde às voltas, para regressar a casa com dois pardais à
cintura, a culpar os cães porque não “farejam” nada)…
…conheço exemplos destes dois tipo de indivíduos…
…um foi meu colega de escola, tipo que até era provido de
inteligência, mas que tinha a caça como uma actividade de culto, quase na base
de uma herança familiar… o avô era caçador, os pais e os tios eram caçadores,
os irmãos e os primos mais velhos eram caçadores… e ele era caçador “por
descendência”… embora eu sempre tivesse achado que o fizesse sem muita
convicção, pois apesar de tentar mostrar muita paixão quando falava disso,
sempre me soou que o fazia mais por “tradição” de família do que por verdadeira
devoção…
…também conheço aqueles de outro quadrante… os
verdadeiros grunhos que não caçam praticamente nada mas sempre prontos para
verter pura fanfarronice para quem tenha a paciência dos ouvir, fantasiam
magnificas aventuras, com inúmeros troféus abatidos, quando no fundo regressam a
casa de bornal vazio e ainda meio zonzos e a arrotar cervejas mornas…
…inevitavelmente, associado a um “bom” caçador existe,
quase sempre, um “imenso” mentiroso… uma das tretas mais míticas das célebres
“estórias de caçadores” que lembro até hoje, ouvia-a da boca de um tio-avô meu
(que se enquadrava no meio-termo dos exemplos acima descritos)…
…eu deveria ter uns 10 ou 11 anos talvez, agarrado a um
Sumol de ananás, num qualquer Verão campestre, numa roda de familiares e amigos
seus na esplanada de um café e recordo-me perfeitamente, do seu jeito à laia de
bazófia, se vangloriar que uma vez quando “andava aos coelhos”, nuns campos à
volta de Castelo Branco, ter deparado e, naturalmente, abatido heroicamente uma
cobra que, pela descrição que alongadamente fez, seria uma anaconda da floresta
amazónica… apesar de ser petiz, achei no mínimo estranho ele nunca ter exibido
tal troféu lá por casa… e ouvindo tal patranha, encolhi mentalmente os ombros e
fui jogar matraquilhos…
…igualmente os pescadores são pródigos em “esticar a
realidade”… conheço também uns poucos assim… a maioria dos quais, a julgar pela
interpretação das suas palavras, pescam robalos e safios do tamanho de tubarões
brancos e, sozinhos numa tarde, tiram da agua mais pescado que uma traineira
num dia de faina bastante proveitoso…
…ainda assim, a pesca à cana como actividade “recreativa”
não me enoja como acontece com a caça…
…apenas acho que é… (como dizer…?) …tremendamente entediante,
acho que é a expressão adequada…
…e posso falar por experiência própria, porque mesmo que
amigos meus me tivessem convidado diversas vezes para experimentar num
fim-de-semana qualquer, a minha ideia de um dia de descanso nunca foi, como por
vezes o faziam, levantar-me de madrugada e ficar quase um dia inteiro, horas
infinitas, agarrado a um pau com uma linha atada à espera que um peixe morda o
isco no anzol… são gostos, pronto, fazer o quê…?
…e, no entanto, uma vez por “acidente” até me acabei por
me “achar” com uma cana de pesca na mão…e o mais incrível é que “pesquei” algo…rsrs…
…deveria eu ter uns vinte e poucos anos e fui com um
amigo meu passar um outonal fim-de-semana alargado à linda vila de Cabeção, perto
de Mora, terra-natal do seu pai…
…a noite anterior tinha sido passada (eu, esse meu amigo,
o pai dele e mais uns amigos deste)“saltitando” de adega em adega, pequenos
recantos de vivências partilhadas entre mais velhos e mais novos, refúgios onde
se encontra (como noutros lugares e situações) a genuinidade e aquele sentir
único, fraterno que o povo alentejano transmite… uma noite inteira a provar o
vinho novo, néctar delicioso, feito em velhas talhas de barro, degustado sempre
acompanhado dos providenciais queijo de ovelha curado, chouriça, presunto de
porco preto, azeitonas, pão caseiro e migas … enfim, um paraíso para as papilas
gustativas, entre conversas gostosas…
…pela manhã (cedinho), amanhecendo o dia ameno para a
época e com um céu límpido, alguém teve a louca ideia de ir pescar num pequeno
curso de água, afluente da Ribeira da Raia… e ainda com as cabeças meio
toldadas dos vapores etílicos, lá foi o pessoal todo, em dois carros, canas na
bagageira…
…e foi então quando dei por mim de cana da mão, a colocar
isco no anzol e a lançar desajeitadamente a linha à água, enquanto me
escangalhava a rir…
…as margens estavam pejadas de lagostins de água-doce…
ideia peregrina de alguém que lançou uma vintena deles numa qualquer ribeira
das redondezas, provocando depois a sua multiplicação exponencial, de tal modo
que, em dois ou três anos, se tornaram uma verdadeira praga, prejudicando muito
os arrozais naquela zona…
…poucos minutos depois, fisguei um primeiro e único peixe
da minha vida… uma perca, que é um peixe especialmente voraz, de tal modo
que a minha vinha agarrada ao anzol de tal modo, que foi um cabo dos trabalhos
para conseguir desenganchá-la…
…nem meia-hora mais tarde, regressámos a casa porque era
dia de caça também (curiosamente), e bem perto, ali em redor, os estampidos dos
tiros sucessivos das caçadeiras eram como gongos a martelar a cabeça de alguns
de nós, especialmente do pai do meu amigo, que estava com uma ressaca tremenda…
JP ®
P’ra rir…ou sorrir… 014
Dois agricultores, um português (alentejano) e um
espanhol (andaluz), estão na conversa.
- Qual és el tamanho de tu herdad ? – pergunta o
espanhol.
- Para os padrões portugueses – responde o alentejano – o
mê monti tem um tamanho razoável: trezentos hectares. Atão e a sua herdadi…?
- Mira, yo saio de casa por la mañana, ligo el jipe e, al
medio-dia, ni siquera he percorrido la mitad de mi propriedade… - responde o
espanhol com basófia.
- Ah, eu
sei o que isso éi… - devolve-lhe o alentejano, com um sorriso - Também já tive
um jipe espanholi… São uma merda…! Só dão chaticis…!
…citações do ano… (2013) – versão “...merda pela boca fora...”
“Temos urgentemente de pôr cobro a esta
espiral recessiva, em que a redução drástica da procura leva ao encerramento de
empresas e ao agravamento do desemprego. “
Cavaco Silva, Presidente da República, na mensagem de Ano Novo, 01-01-2013
Cavaco Silva, Presidente da República, na mensagem de Ano Novo, 01-01-2013
“E se aquelas pessoas que nós vemos ali
na rua, [os sem-abrigo] naquela
situação e sofrer tanto aguentam porque é que nós não aguentamos? Parece-me uma
coisa absolutamente evidente.”
Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, 30-01-2013
Fernando Ulrich, presidente executivo do BPI, 30-01-2013
“José Eduardo dos Santos é um dos
grandes líderes africanos.”
Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, sobre o Presidente da República de Angola, 05-02-2013
Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, sobre o Presidente da República de Angola, 05-02-2013
“O ideal era que os salários descessem
como aconteceu noutros países como solução imediata para resolver o problema do
desemprego.”
António Borges, consultor do Governo para as privatizações, 07-03-2013
António Borges, consultor do Governo para as privatizações, 07-03-2013
“Se não for a mão-de-obra barata, não há
emprego para ninguém.”
Belmiro de Azevedo, “chairman” da Sonae, 18-03-2013
Belmiro de Azevedo, “chairman” da Sonae, 18-03-2013
“Saio por vontade própria. É uma decisão
tomada há varias semanas conjuntamente com o senhor primeiro-ministro. E saio,
apenas e só, por entender que já não tenho condições anímicas para continuar.”
Miguel Relvas, na declaração de demissão de ministro, 04-04-2013
Miguel Relvas, na declaração de demissão de ministro, 04-04-2013
“Coitado, sabe Deus o que ele [Pedro Passos Coelho] passa. Está morto
por se ver livre disto. A gente vai fazer uma festa, cá na família, quando ele
se vir livre disto. Vamos fazer uma festa, nem queira saber.”
António Passos Coelho, pai do Primeiro-Ministro, 22-05-2013
António Passos Coelho, pai do Primeiro-Ministro, 22-05-2013
“Quero pedir a vossa simpatia pelas
difíceis semanas que tenho vivido como adepto do Benfica. (…) Perder
sucessivamente por 2-1 (…) merece toda a simpatia.”
Vítor Gaspar, ministro das Finanças, no início de um almoço de empresários, 29-05-2013
Vítor Gaspar, ministro das Finanças, no início de um almoço de empresários, 29-05-2013
“Eu sou um especialista em plantar
árvores, já plantei dezenas de árvores e já abri dezenas de covas.”
Cavaco Silva, Presidente da República, 19-06-2013
Cavaco Silva, Presidente da República, 19-06-2013
“Com a apresentação do pedido de
demissão, que é irrevogável, obedeço à minha consciência e mais não posso
dizer.”
Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, 02-07-2013
Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, 02-07-2013
“Não podemos permitir que os nossos
carrascos nos criem maus costumes.”
Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, após protestos nas galerias do Parlamento, 11-07-2013
Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, após protestos nas galerias do Parlamento, 11-07-2013
“O que o meu filho [Paulo Portas] sofreu de Setembro do ano passado até agora, só eu e
ele é que sabemos.”
Helena Sacadura Cabral, economista, 05-08-2013
Helena Sacadura Cabral, economista, 05-08-2013
“Já alguém perguntou aos mais de 900 mil
desempregados do que lhes valeu a Constituição?”
Pedro Passos Coelho, Primeiro-Ministro, 01-09-2013
Pedro Passos Coelho, Primeiro-Ministro, 01-09-2013
“Tanto quanto sei, não há nada
substancialmente digno de relevo, e que permita entender que alguma coisa
estaria mal, para além do preenchimento dos formulários e de coisas
burocráticas e, naturalmente, cabe-me informar as autoridades de Angola
pedindo, diplomaticamente, desculpa, por uma coisa que, realmente, não está na
nossa mão evitar.”
Rui Machete, ministro dos Negócios Estrangeiros à Rádio Nacional de Angola, 18-09-2013
Rui Machete, ministro dos Negócios Estrangeiros à Rádio Nacional de Angola, 18-09-2013
“Se
eu falhar a minha missão é o País que falha.”
Pedro Passos Coelho, Primeiro-Ministro, 09-10-2013
Pedro Passos Coelho, Primeiro-Ministro, 09-10-2013
“Só com Portugal, as coisas não estão
bem. Têm surgido incompreensões ao nível da cúpula e o clima político actual,
reinante nessa relação, não aconselha à construção da parceria estratégica
antes anunciada.”
José Eduardo Santos, Presidente da República de Angola, 15-10-2013
José Eduardo Santos, Presidente da República de Angola, 15-10-2013
“Não é intenção do Governo torturar os
portugueses.”
Maria Luís Albuquerque, Ministra das Finanças, 17-10-2013
Maria Luís Albuquerque, Ministra das Finanças, 17-10-2013
“Fizeram-me uma malandrice. Pensada a
partir de Belém. Foi o momento escolhido para dar cabo do Governo, criar uma
crise política e levar-nos a assinar o memorando. Resisti o mais que pude, mas
a realidade impôs-se.”
José Sócrates, ex-Primeiro-Ministro, 19-10-2013
José Sócrates, ex-Primeiro-Ministro, 19-10-2013
“Tenho uma boa vida. Se voltei ao
comentário político é porque me quis defender, estava a ser atacado sem defesa.
Não sinto nenhuma inclinação para voltar a depender do favor popular.”
José Sócrates, ex-Primeiro-Ministro, 19-10-2013
José Sócrates, ex-Primeiro-Ministro, 19-10-2013
“Subir o salário mínimo é a melhor
maneira de destruir a vida dos pobres.”
João César das Neves, economista 17-11-2013
João César das Neves, economista 17-11-2013
“Senhor Presidente, demita-se, uma vez
que não cumpre a Constituição. Não desgrace mais Portugal, senhor Presidente da
República.”
Mário Soares, ex-Presidente da República, 21-11-2013
Mário Soares, ex-Presidente da República, 21-11-2013
“Se o PS fosse um bocadinho mais activo,
tinha 90 por cento dos votos, dado o mal-estar social em Portugal.”
Mário Soares, antigo Presidente da República, 27-11-2013
Mário Soares, antigo Presidente da República, 27-11-2013
(…muitas mais ficaram
de fora e ainda faltam três dias para terminar o ano…)
…citações do ano… (2013) – versão “straight to the point”
“Caro Paulo Núncio [secretário de Estado dos Assuntos Fiscais]: queria apenas avisar
que, se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar
fiscalizar-me à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando
forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das
despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má
criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cú, ou, em alternativa, que peça a
minha detenção por desobediência.”
Francisco José Viegas, ex-secretário de Estado da Cultura no Blogue “A Origem das Espécies”, 14-02-2013
Francisco José Viegas, ex-secretário de Estado da Cultura no Blogue “A Origem das Espécies”, 14-02-2013
“Um sem-abrigo que morre não é notícia,
mas se as bolsas caem 10 pontos é uma tragédia. Assim, as pessoas são
descartadas. Nós, as pessoas, somos descartadas, como se fôssemos desperdício.”
Papa Francisco, 05-06-2013
Papa Francisco, 05-06-2013
“Há uma coisa que não pode ser
esquecida, em todas as mesas tem de haver o pão necessário, o mínimo
necessário.”
Ramalho Eanes, general, ex-Presidente da República, 16-07-2013
Ramalho Eanes, general, ex-Presidente da República, 16-07-2013
“Não aceito lições de quem nunca fez a
ponta de um corno.”
Carlos Silva, secretário-geral da UGT, sobre Pedro Passos Coelho, 19-10-2013
Carlos Silva, secretário-geral da UGT, sobre Pedro Passos Coelho, 19-10-2013
“Este ministro da Defesa [Aguiar Branco] é um inepto, se não for
de facto mal-intencionado, é preciso ver que negócios é que tem o escritório de
advogados dele com a Martifer, que tem, de facto, tentáculos em todos os
partidos políticos.”
Ana Gomes, eurodeputada do PS, sobre a subconcessão dos estaleiros de Viana do Castelo à Martifer, 29-11-2013
Ana Gomes, eurodeputada do PS, sobre a subconcessão dos estaleiros de Viana do Castelo à Martifer, 29-11-2013
“A nossa nação perdeu o seu maior filho.
O nosso povo perde um pai.”
Jacob Zuma, presidente da África do Sul, ao anunciar a morte de Nelson Mandela, 05-12-2013
Jacob Zuma, presidente da África do Sul, ao anunciar a morte de Nelson Mandela, 05-12-2013
…”tudo parece impossível até que seja feito”…
“Tudo parece impossível até que seja feito”
Nelson Rolihlahla Mandela
(Mvezo, Africa do Sul, 18 de Julho de 1918 - Johansburg, África do Sul, 05 de Dezembro
de 2013)
…desapareceu deste mundo um homem verdadeiramente bom…
…in memorian para Madiba, a pungente
interpretação do clássico “Amazing Grace”, pelo Soweto Gospel Choir…
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