domingo, 5 de novembro de 2017

Poesia para os olhos 046 (Arte Urbana 01)

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 Avenida Conselheiro Fernando de Sousa - Amoreiras - Lisboa

 Azinhaga da Cidade (viaduto Eixo Norte/Sul) - Lumiar - Lisboa







 Avenida Conselheiro Fernando de Sousa - Amoreiras - Lisboa















































Rua Almirante Barroso - Lisboa

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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Pérolas 173

JP ®
“The Hitchhicker” (inc. “Riders On The Storm” excerpt) 
– lyrics by Jim Morrison, music by The Doors

Thoughts in time and out of season
The hitchhiker
Stood by the side of the road
And leveled his thumb
In the calm calculus of reason

“Hi. How you doin'?... I just got back into town…L.A.”
“I was out on the desert for awhile”

(Riders on the storm) 
“Yeah. In the middle of it.”
(Riders on the storm) 
“Right...”
(Into this world we're born) 
“Hey, listen, man, I really got a problem.”
(Into this world we're thrown) 
“When I was out on the desert, ya know…”
(Like a dog without a bone,an actor out on loan) 
“I don't know how to tell you…”
(Riders on the storm) 
“…but, ah, I killed somebody…”
(There's a killer on the road) 
“No...”
(His brain is squirming like a toad)
“It's no big deal, ya know…I don't think anybody will find out about it, but...”
(Take a long holiday)
“just, ah...”
(Let your children play) 
“…this guy gave me a ride, and ah...”
(If you give this man a ride) 
“…started giving me a lot of trouble…”
(Sweet family will die) 
“…and I just couldn't take it, ya know…”
(Killer on the road) 
“And I wasted him…”
(Yeah)

In “The Hitchhicker” (inc. “Riders On The Storm” excerpt)
– lyrics by Jim Morrison, music by The Doors in “An American Prayer” (1978)
 

Pérolas 172

JP ®

''Imprevisível'' - Mafalda Sacchetti


Imprevisível...
De longe em longe um sinal,
Lume no céu, cinzento.
Estranha sensação dentro de mim,
Andam nuvens nos meus ideais.
Quando eu te passo,
A minha chama e tu és luz,
A fantasia acorda em mim,
E a dor parece desmaiar,
Bem devagar.
Mora longe a paz que me seduz,
Estará perdida ou irá voltar?
Imprevisível...
Veneno doce a entrar,
Papel de sedas vou lançar.
Anda, vem vestir a minha pele,
Faz-te ao mar e entra em mim.
Quando a loucura,
For pra nós fundamental,
Plantarmos sonhos nos jardins,
E a solidão se esconder de nós,
Bem devagar.
Teremos nós chegado ao fim,
Quando o céu for mais azul.
Quando a loucura,
For pra nós fundamental,
Plantarmos sonhos nos jardins,
E a solidão se esconder de nós,
Teremos nós chegado ao fim,
Quando o céu for mais azul.
Quando a loucura,
For pra nós,
Fundamental...

In “Imprevisível” – Mafalda Sachetti 
(...que voz quente tem esta rapariga...)


Pérolas 171

 JP ®
''Weather Storm'' - Massive Attack



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

P’ra rir…ou sorrir…071





Pérolas 170


“You Spin Me Round (Like A Record)” - Indochine

Yeah, I, I got to know your name
Well, and I, could trace your private number baby
All I know is that to me
You look like you're lots of fun
Open up your lovin' arms
I want some
Well, I... I set my sights on you
(and no one else will do)
And I, I've got to have my way now, baby
All I know is that to me
You look like you're havin' fun
Open up your lovin' arms
Watch out, here I come
You spin me right round, baby
Right round like a record, baby
Right round round round
You spin me right round, baby
Right round like a record, baby
Right round round round
I, I got be your friend now, baby
And I would like to move in
Just a little bit closer
(little bit closer)
All I know is that to me
You look like you're lots of fun
Open up your lovin' arms
Watch out, here I come
You spin me right round, baby
right round like a record, baby
Right round round round
You spin me right round, baby
Right round like a record, baby
Right round round round
I want your love
I want your love
All I know is that to me
You look like you're lots of fun
Open up your lovin' arms
Watch out, here I come
You spin me right round, baby
right round like a record, baby
Right round round round
You spin me right round, baby
Right round like a record, baby
Right round round round
You spin me right round, baby
right round like a record, baby
Right round round round
(I want your love)
You spin me right round, baby
Right round like a record, baby
Right round round round
(I want your love,
I need your love)


In “You Spin Me Round (Like A Record)” - Indochine
(cover of original theme sung by Dead Or Alive)



…31 (crimes) e outros fados…



…finalmente (e pecando por tardio), aconteceu o que era inevitável e à vista de quem quisesse ver …José Sócrates foi acusado de 31 crimes por si praticados, entre eles o de corrupção passiva de titular de cargo político…(no caso Freeport, passou-lhe ao lado o que lhe aconteceu agora essencialmente por duas razões: um Procurador-Geral da República (Pinto Monteiro, o homem de Porto d’Obelha), “amigo” tal como outros que tem na vida (embora nenhum consiga ser mais do que Carlos Santos Silva nesse parâmetro) que lhe facilitou a vida e também porque os procuradores da república titulares do inquérito-crime em questão basicamente não estiveram para se chatear e também porque lhes faltou algo “no meio das pernas” (…e não estou a falar dos joelhos…)   

…acabou por ser também a revelação da teia de poder e influência que envolve directamente mas de forma mais ou menos encoberta (para quem assim quiser não ver as coisas como elas são, até porque é quase transparente) a politica e os interesses financeiros (logo os seus vários intervenientes, veja-se neste caso José Sócrates, Armando Vara, Henrique Granadeiro, Ricardo Salgado, Zeinal Bava, etc) em Portugal…


…este tipo de relação sombriamente simbiótica é algo que aconteceu no passado, acontece neste momento e acontecerá no futuro, não se tenha ilusões do contrário… se em ocasiões anteriores não se chegou a este ponto concreto (despacho de acusação, após investigação duradoura) em relação aos arguidos da dita “Operação Marquês”, foi talvez porque mais inércia e comprometimento de quem devia investigar, porque tocar em alguém muito acima podia chamuscar quem o fizesse e também porque desta vez acho que o principal actor desta comédia (o sr. Pinto de Sousa) deu tanta bandeira que era impossível ficar impassível… 


…e tal aconteceu também porque alguém teve coragem para avançar com isso mesmo…investigar ilícitos criminais independentemente de quem sejam os suspeitos…
…e não se venha agora, como faz muita comunicação social e vários comentadores mediáticos, cantar aleluias e exaltar hossanas pela actuação do Ministério Público, personalizando-a na pessoa da Procuradora-Geral da República…é mentira, puro engano e apenas revela que a Dra. Joana Marques Vidal tem o que se chama “muito boa imprensa”…mas também diga-se que não é nada de admirar, atento o facto de os jornalistas serem a prioridade da sra. Conselheira no que toca a divulgar os despachos finais que “saem” do DCIAP…
…já não sendo caso “virgem” (e tornando-se cada vez mais recorrente) veja-se o que sucedeu no caso em apreço…quando foi proferido o despacho final deste processo, a prioridade que foi dada (por ordens superiores: leia-se PGR, via Director do DCIAP) em termos de notificações da mesma, ou seja, ser dado conhecimento formal e oficial da mesmo, foi (…pasme-se…ou talvez não) de que em primeiro lugar fossem imediatamente notificados os assistentes (essencialmente jornalistas de diversos jornais e canais televisivos) e os advogados dos arguidos… actuação esta que perverte (para dizer o mínimo) o plasmado no artº 113º do Código do Processo Penal, no que concerne às regras gerais da notificação, onde (a serem localizáveis, conforme é replicado por acórdãos de tribunais superiores) consta que os arguidos são os principais e prioritários intervenientes do processo a serem notificados das decisões ali dadas e que lhe digam directamente respeito (neste caso o despacho final de acusação)…
…foi isto que sucedeu, em termos de procedimento correcto?...não…mas manda quem pode e cumpre quem deve...(se é que me faço entender...)
…alguém da comunicação social, tão atenta, mencionou algo de tal facto?...claro que não, colidia com as suas necessidades em “divulgar a noticia” a coberto do “interesse público” e tinham o que mais queriam nas suas mãos…
…deram por isso os srs. advogados do sr. Pinto de Sousa, que tanta verborreia verbal disparam para o ar e tantos disparates escrevem dos vários recursos interpostos?...não, deviam estar distraídos e preparar mais alarvidades escritas ou faladas…
...voltando à investigação e ao seu desenlace final e ao facto de a sra. Procuradora-Geral da República ser colocada agora (por oposição ao chamado “arquivador-mor” que foi Pinto Monteiro) como impulsionadora de novo paradigma na actuação do Mº Pº neste caso e em similares, reitero que isso (e em relação a este caso concreto) é uma completa e imensa falácia… se porventura saíram noticias na comunicação social que mencionavam todo o apoio da sra. Conselheira à investigação em curso, nomeadamente pelos diversos “adiamentos” (outra treta: no mesmo departamento, já existiram vários processos mais extensos no tempo de investigação que este) concedidos para a finalização do inquérito, o certo é que a atitude nunca foi de muita colaboração, antes foi de pressão constante (pessoalmente e/ou através do Director do DCIAP, conveniente “homem-de-mão”, terceira ou quarta escolha para tal cargo após várias recusas de quem não o queria ser) e uma posição de completo desconhecimento das vicissitudes e extrema complexidade que uma investigação do género acarreta e exige (esta atitude foi algo que não transpirou para o exterior, talvez na base do bom relacionamento da PGR com a comunicação social)…
…o produto final desta investigação (seja o que lá vir a resultar ou não, sendo que acarretou muito esforço e dedicação a diversos níveis, sempre com muitas contrariedades, mesmo dentro da própria casa) apenas tem os seus únicos e verdadeiros responsáveis em Jorge Rosário Teixeira, Procurador da República do DCIAP, e em todas as pessoas (em diversos quadrantes) que ao longo dos anos trabalharam consigo no inquérito…
…e, ao que consta, a preocupação maior da Sra. Procuradora-Geral da República neste capítulo final da investigação, foi assegurar os serviços de uma designer gráfica para que o despacho final da denominada “Operação Marquês” saísse com uma “letra bonitinha”…


…pouco tempo depois da saída do despacho final de acusação, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, um eterno e recalcado provinciano que aprendeu a vestir Dolce & Gabanna e que um dia se tornou primeiro-ministro de Portugal, deu a sua primeira entrevista após ter sido formalmente acusado de (entre outros crimes) corrupção passiva de titular de cargo político…
…o entrevistador da RTP, Vitor Gonçalves, é fraquinho, sempre foi, a julgar por todas as entrevistas do género que conduziu na rubrica “Grande Entrevista”…sempre pouco incisivo e “submisso” para com os entrevistados…desta vez, ou se passou da tola e deu-lhe para bater no gajo que já estava meio atordoado, ou então alguém lhe soprou da régie para fazer ao ex-primeiro-ministro a questão que tantos portugueses gostavam que tivesse (e não foi) respondida pelo sr. “engenheiro”…
…teve azar, o jornalista, e até se chega a ver o medo no olhar perante a reacção de Sócrates…se a primeira pergunta parece que já estava pré-combinada entre o jornalista e o entrevistado (que responde prontamente e sem muito enfado), já a derradeira questão fez soltar (de novo) o “animal feroz” que, afinal, acaba por não ser um estado de alma passageiro, mas mais parte da sua essência… ou seja, o “engenheiro” Pinto de Sousa no seu melhor…

…um último apontamento visual, para que nunca caia no esquecimento…
…três “artistas” da mesma cepa… três “irmãos” do mesmo ofício…
…um (Mário Soares) a coberto de ser “o pai da democracia portuguesa” (a que propósito?!?!?!?!?!) lá se foi safando ao longo dos anos de várias situações duvidosas (no mínimo) e sempre a mamar nas tetas do erário público até se, finalmente, finar…
…outro (Lula da Silva), num país em que, qualquer que seja a cor politica, acaba por ser apenas mais um a navegar placidamente na mar da corrupção e clientelismo…não me afectando minimamente o que faz no seu Brasil, “incomoda-me” a visão de um bandido atravessar o Atlântico para vir dar um abraço fraterno a dois bandidos nacionais…
…o ultimo (José Sócrates)…bem…acho que, por agora (…e só por agora, decerto…), já foi tudo dito…