quinta-feira, 5 de abril de 2018

Pérolas 244

(...muito bom...😉👍)
Jack Johnson and Stephen Colbert perform 'Sleep Through The Static'
at CBS "Late Show" -13-03-2018

Trouble travels fast
When you're specially designed for crash testing
Or wearing wool sunglasses in the afternoon
Come on and tell us what you're trying to prove

'Cause it's a battle when you dabble in war
You store it up, unleash it, then you piece it together
Whether the storm drain running rampant just stamp it
And send it to somebody who's pretending to care

Just cash in your blanks for little toy tanks
Learn how to use them, then abuse them and choose them
Over conversations relationships are overrated
I hated everyone said the sun

And so I will cook all your books
You're too good looking and mistooken
You could watch it instead
From the comfort of your burning beds
Or you can sleep through the static

Who needs sleep when we've got love?
Who needs keys when we've got clubs?
Who needs please when we've got guns?
Who needs peace when we've gone above
But beyond where we should have gone?
We went beyond where we should have gone

Stuck between channels my thoughts all quit
I thought about them too much, allowed them to touch
The feelings that rained down on the plains all dried and cracked
Waiting for things that never came

Shock and awful thing to make somebody think
That they have to choose pushing for peace supporting the troops
And either you're weak or you'll use brut force-feed the truth
The truth is we say not as we do

We say anytime, anywhere, just show your teeth and strike the fear
Of god wears camouflage, cries at night and drives a dodge
Pick up the beat and stop hogging the feast
That's no way to treat an enemy

Well mighty mighty appetite
We just eat 'em up and keep on driving
Freedom can be freezing take a picture from the pretty side
Mind your manners wave your banners
What a wonderful world that this angle can see

But who needs to see what we've done?
Who needs please when we've got guns?
Who needs keys when we've got clubs?
Who needs peace when we've gone above
But beyond where we should have gone?
Beyond where we should have gone
We went beyond where we should have gone
Beyond where we should have gone

In “Sleep Through The Static” – Jack Johnson



P’ra rir…ou sorrir…082







segunda-feira, 26 de março de 2018

Pérolas 243


Per7ume & Rui Veloso - ''Intervalo''

Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal…
Sou eu…
Vida à média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.
Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal…
Sou eu…
Não me deixes já
Historia que não terminou
Não me deixes…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal…
Sou eu…
No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal…

O quadro minimal…
Sou eu…

In “Intervalo” – Per7ume & Rui Veloso



Pérolas 242 (dose dupla)


Frankie Goes To Hollywood - ''Welcome To The Pleasuredome'' (The Escape Act)

The world is my oyster...
Ha ha ha ha ha...

Life goes on day after day

Who-ha who-ha
Who-ha who-ha

The animals are winding me up
The jungle call
The jungle call
Who-ha who-ha who-ha who-ha
In Xanadu did Kublai Khan
A pleasuredome erect

Moving on keep moving on-yeah
Moving at one million miles an
hour
Using my power
I sell it by the hour
I have it so I market it
You really can't afford it-yeah
Really can't afford it

Shooting stars never stop
Even when they reach the top
Shooting stars never stop
Even when they reach the top

There goes a supernova
What a pushover-yeah
There goes a supernova
What a pushover

We're a long way from home
Welcome to the Pleasuredome
On our way home
Going home where lovers roam
Long way from home
Welcome to the Pleasuredome

Moving on Keep moving on
I will give you diamonds by the shower
Love your body even when it's old
Do it just as only I can do it
And never ever doing what I'm told

Shooting stars never stop
Even when they reach the top
Shooting stars never stop
Even when they reach the top

There goes a supernova
What a pushover-yeah
There goes a supernova
What a pushover

We're a long way from home
Welcome to the pleasuredome
On our way home
Going home where lovers roam
Welcome to the pleasuredome

Keep moving on
Got to reach the top
Don't stop
Pay love and life-oh my
Keep moving on
On again-yeah

Shooting stars never stop
Shooting stars never stop

Shooting stars never stop
Even when they reach the top
There goes a supernova
What a pushover

Shooting stars never stop
Even when they reach the top
There goes a supernova
What a pushover

Who-ha who-ha
Welcome to the pleasuredome
Who-ha who-ha
Going home where lovers roam
Welcome to the pleasuredome

In “Welcome To The Pleasuredome” – Frankie Goes To Hollywwod

Frankie Goes To Hollywood - ''The Power Of Love''

I'll protect you from the hooded claw
Keep the vampires from your door

Feels like fire
I'm so in love with you
Dreams are like angels
They keep bad at bay-bad at bay
Love is the light
Scaring darkness away-yeah

I'm so in love with you
Purge the soul
Make love your goal

The power of love
A force from above
Cleaning my soul
Flame on burn desire
Love with tongues of fire
Purge the soul
Make love your goal

I'll protect you from the hooded claw
Keep the vampires from your door
When the chips are down I'll be around
With my undying, death-defying
Love for you

Envy will hurt itself
Let yourself be beautiful
Sparkling love, flowers
And pearls and pretty girls
Love is like an energy
Rushin' rushin' inside of me


The power of love
A force from above
Cleaning my soul
Flame on burn desire
Love with tongues of fire
Purge the soul
Make love your goal

This time we go sublime
Lovers entwine-divine divine
Love is danger, love is pleasure
Love is pure-the only treasure

I'm so in love with you
Purge the soul
Make love your goal

The power of love
A force from above
Cleaning my soul
The power of love
A force from above
A sky-scraping dove

Flame on burn desire
Love with tongues of fire
Purge the soul
Make love your goal

I'll protect you from the hooded claw
Keep the vampires from your door 

In “The Power of Love” – Frankie Goes To Hollywood




Regina’s One – por Ricardo Araújo Pereira

Ilustração: João Fazenda


Regina’s One – por Ricardo Araújo Pereira

Há três anos, um homem foi detido num supermercado do Porto por ter tentado sair com 15 chocolates escondidos no casaco. Ao que se sabe, o golpe foi preparado sem a ajuda de cúmplices. Se, um dia, a indústria do cinema quiser fazer um filme sobre o assunto, a principal dificuldade será a de contar uma história que tem menos dez protagonistas do que o célebre Ocean’s Eleven, sobre o assalto a um casino. Outro problema tem a ver com as designações: como referir o homem? Ladrão não parece apropriado, uma vez que ele não chegou a conseguir roubar nada. Admito que o caso não é dos mais espectaculares, e talvez por isso o tribunal tenha condenado o homem a 90 dias de prisão, convertidos em 90 horas de trabalho comunitário. Mas o Ministério Público não ficou satisfeito com a sentença e recorreu. Agora, o Tribunal da Relação agravou a pena para um ano de prisão. Estes juízes valorizaram o facto de o criminoso ter ameaçado os funcionários do supermercado com uma seringa que disse conter o vírus HIV, ao passo que os primeiros juízes deram mais atenção à circunstância de o homem ser “um indigente com um percurso de vida errático”.
Vale a pena, então, examinar o caso com mais cautela. O tribunal estimou o valor dos bens roubados em 23 euros e 58 cêntimos, o que significa que cada chocolate custa cerca de um euro e meio. Nada é dito sobre o tamanho dos chocolates, pelo que ficamos sem saber se se trata de pequenos bombons relativamente caros ou de tabletes relativamente baratas. Uma vez que o bandido tentou roubar e ameaçou infectar mas não roubou nem infectou, algumas pessoas sem formação jurídica têm perguntado se a pena de um ano de prisão não será demasiado dura, sobretudo tendo em conta a postura da justiça relativamente a outros criminosos. Ainda há pouco, um tribunal de Felgueiras condenou a um ano e três meses de prisão com pena suspensa um homem que agrediu a mulher com uma moca de pregos, auxiliado por outro indivíduo, também condenado a um ano com pena suspensa. A protecção jurídica do chocolate parece estar a par da protecção jurídica da mulher, o que desmente as acusações de sexismo da justiça portuguesa. “Gostamos tanto de vós como de chocolate”, parecem dizer os tribunais às cidadãs de todo o País. Há ainda outra hipótese: este crime foi cometido em Fevereiro de 2015, por volta do Dia dos Namorados. Talvez o tribunal tenha desconfiado que o indigente estava a roubar chocolates para oferecer a uma mulher adúltera e, na impossibilidade de a punir a ela, puniu o seu namorado. Também está certo.

Publicado por Ricardo Araújo Pereira , em 8 de Março de 2018 in revista “Visão”

Ler mais: 
http://visao.sapo.pt/opiniao/ricardo-araujo-pereira

(…enfim, mais uma decisão judicial dos venerandos mentecaptos do Tribunal da Relação do Porto… mas há muito pior, "produzido" por estas extraordinárias bestas… registe-se com atenção o que se segue…)

"Governo Sombra", extracto da edição de 18-03-2018
(via podcast da TSF)

quinta-feira, 22 de março de 2018

Pérolas 241


“La Vie en Rose” – Viviane  

Des yeux qui font baisser les miens
Un rire qui se perd sur sa bouche
Voilà le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose

Il me dit des mots d'amour
Des mots de tous les jours
Et ça me fait quelque chose

Il est entré dans mon cœur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause

C'est lui pour moi, moi pour lui dans la vie
Il me l'a dit, l'a juré pour la vie
Et dès que je l'aperçois

Alors je sens en moi
Mon cœur qui bat
Des nuits d'amour à ne plus en finir

Un grand bonheur qui prend sa place
Des ennuis, des chagrins, s'effacent
Heureux, heureux à en mourir

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas
Je vois la vie en rose

Il me dit des mots d'amour
Des mots de tous les jours
Et ça me fait quelque chose

Il est entré dans mon cœur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause

C'est toi pour moi, moi pour toi dans la vie
Il me l'a dit, l'a juré pour la vie

Et dès que je t'aperçois
Alors je sens dans moi
Mon cœur qui bat

In “La Vie en Rose” – Viviane  
(cover de original de Edith Piaf; composição: Edith Gassion / David Mack / Louis Guglielmi) 





Pérolas 240


Oquestrada - ''Oxalá Te Veja''

Tenho dores fechadas em caixinhas
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra os dias que passam, a meu lado

Tenho dores fechadas em caixinhas, contra aqui, contra ali, contra cá
Que me dizem, estou aqui, estamos lá

Ah diz-me la, diz me aqui
Oxalá, oxalá te veja a meu lado ao pé de mim

Tenho dores fechadas em caixinhas
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra os dias que passam, a meu lado

Tenho dores fechadas em caixinhas,
contra aqui, contra ali, contra cá
Mas que me dizem, estou aqui, estamos lá

Ah diz-me la, diz me aqui
Oxalá, oxalá te veja a meu lado ao pé de mim, ao pé de mim
Ah oxalá te veja ao meu lado
Oxalá te veja bem aqui
Ai oxalá te veja a meu lado
ao pé de mim, ao pé de mim.

Glória à Hermínia ao marceneiro e tais fadistas
Glória à ginjinha ao medronho e à revista,Glória
à Hermínia, Glória
à Hermínia ao marceneiro e tais fadistas,
à ginjinha ao medronho e à revista

Contra mim, contra ti, contra lá
Contra aqui, contra ali, contra cá
Contra mim, contra ti, contra lá,
Contra mim, contra ti, contra lá

In “Oxalá Te Veja” - Oquestrada





Pérolas 239



''Kalemba (wegue wegue)'' - Buraka Som Sistema


Wegue, wegue wegue wegue
wegue, wegue wegue wegue
wegue, wegue wegue wegue
wegue ..

Wegue, wegue wegue wegue
wegue, wegue wegue wegue
wegue, wegue wegue wegue
wegue ..


quando eu entro o palco se move,
talento aqui chove,
claro que o povo me ouve
sou Pongolove
estou com a Buraka
abro a fronteira
não digo lixo
nem digo asneira
no microfone sou a primeira
vou levantar a minha bandeira

Angola o mundo cobiça
mas é o povo que te enfeitiça
a Pong no beat capricha
porque sou rara tipo welwitchia
sou mesmo eu a dama ngaxi muito agressiva
me derrubar nem com macumba
sou criativa

a Buraka é que está a cuiar
sai fora
Pongolove é que esta a bater
vão se embora

wegue
wegue wegue wegue
são piada
wegue
wegue wegue wegue
novo esquema

wegue
wegue wegue wegue
wegue
wegue wegue wegue

rima pesada
tipo embondeiro
eu faço o que eu quero
canto para Angola
e para o mundo inteiro
no kuduro impero

sou palanca negra gigante
sigo a passada de Njinga Mbandi
sigo a corrente do Dande

logro o feitiço de Tomé Grande

por no mapa Oxaena
terra de grandes nomes do semba
arraso tipo kalemba
sou de Angola como a mulemba

mano jukula
(kimbundu)
mambo exclusivo
toque de Angola
(kimbundu)

a Buraka é que está a cuiar
sai fora
Pongolove é que esta a bater
vão se embora

wegue
wegue wegue wegue
são piada
wegue
wegue wegue wegue
novo esquema

wegue
wegue wegue wegue
wegue
wegue wegue wegue


a Buraka é que está a cuiar
sai fora
Pongolove é que esta a bater
vão se embora

wegue
wegue wegue wegue
são piada
wegue
wegue wegue wegue
novo esquema 

In ''Kalemba (wegue wegue)'' - Buraka Som Sistema



Pérolas 238


“Eu Seguro” – Samuel Úria & Márcia


Quando o tempo for remendo,
Cada passo um poço fundo
E esta cama em que dormimos
For muralha em que acordamos,
Eu seguro
E o meu braço estende a mão que embala o muro.

Quando o espanto for de medo,
O esperado for do mundo
E não for domado o espinho
Da carne que partilhamos,
Eu seguro.
O sustento é forte quando o intento é puro.

Quando o tempo eu for remindo,
Cada poço eu for tapando
E esta pedra em que dormimos
Já for rocha em que assentamos,
Eu seguro.
Deixo às pedras esse coração tão duro.

Quando o medo for saindo
E do mundo eu for sarando
Dessa herança eu faço o manto
Em que ambos cicatrizamos
E seguro.
Não receio o velho agravo que suturo.

Abraços rotos, lassos,
Por onde escapam nossos votos.
Abraso os ramos secos,
Afago, a fogo, os embaraços
E seguro,
Alastro essa chama a cada canto escuro.

Quando o tempo for recobro,
Cada passo abraço forte
E o voto que concordámos
É o amor em que acordamos,
Eu seguro:
Finco os dedos e este fruto está maduro.

Quando o espanto for em dobro,
o esperado mais que a morte,
Quando o espinho já sarámos
No corpo que partilhamos,
Eu seguro.
O que então nascer não será prematuro.

Uníssonos no sono,
O mesmo turno e o mesmo dono,
Um leito e nenhum trono.
Mesmo que brote o desabono
Eu seguro,
Que o presente é uma semente do futuro.

In “Eu Seguro” – Samuel Úria & Márcia