…Nestes dias que recentemente passaram
(principalmente nos últimos seis meses), na sua constância quotidiana… tenho
tido surpresas a entrar-me pela vida dentro… nuns mais, noutros menos…umas
boas, outras nem por isso…e outras que ainda não sei avaliá-las, enquanto o
tempo, sabiamente, não me revelar o seu significado na totalidade, o que são,
foram ou serão na sua essência…
…E uma das mais gratas e lindas surpresas, foi
uma partilha que, alguém muito querida e muito marcante para mim, dividiu
comigo…mais uma prenda especial mesmo singela que seja, como só ela sabe
ofertar na sua grandeza como ser humano…
…Uma partilha em forma de palavras…com sentimentos
fortes e assertivos…com significados de alma e sons do coração…(sem tiques de
pseudo-intelectualidade balofa ou parecendo um encadeado de palavras desconexas
a que alguns autores e seus seguidores chamam "narrativa poética")… aqui
estão palavras de experiências, visões, gostos, sentimentos…de alguém que viveu
e vive mesmo…que tem o supremo talento e a descomprometida capacidade de
atingir o mais simples dos mortais com a sua escrita…e que me deixou extasiado
na sua intensidade…e também por alguns pontos de contacto, indeléveis e
similares, com alguns momentos da minha existência até hoje…queria ter mais apurada verve para traduzir fielmente a mistura de sensações que tive ao ler aqueles textos e ser mais eloquente para exprimir as magnificas correntes de palavras
que li (…e reli…e fiz por descobrir mais…)
,,,O autor dessas palavras chama-se Telmo Mendes
(que eu desconhecia por completo, talvez por a sua maior e relevante fonte de
divulgação seja o facebook, algo de que não sou, em definitivo e
inequivocamente, subscritor ou adepto)…
…Quero (mesmo não tendo o prazer de o
conhecer) publicamente agradecer-lhe (e enaltecer) a sua disponibilidade
pública para autorizar a partilha dos seus textos…e também agradecer-lhe a
torrente de emoções que me proporcionou ao ler os tesouros em forma escrita que
desenhou…
Bem-haja, Telmo…
…E eternamente grato pela partilha,
pequerrucha… beijos…
(…seguem-se as pérolas…)
***

Gosto-te...
Porque me levantas as asas e ensinas a voar em cada sorriso que traças no
rosto. Porque me trazes a paz e o sossego das ilhas desertas.
Gosto-te...
Porque arrancas de mim vontades inquietas e silêncios anónimos. Porque fazes do
meu peito uma cidade sem sombras e o lugar ideal para pousar o nosso abraço
fechado.
Gosto-te...
Porque inventas pequenos nadas de magia e, com eles, levantas impérios por mim
adentro. Porque me adivinhas em palavras de silêncio e dos teus olhos bailam
estrelas de ardor e prazer.
Gosto-te, porque só tu me podes valer!! Porque és a mão cheia de garra que me
impede de vacilar, de cair lento ao chão no som calado da própria sombra.
Gosto-te...
Porque me abriste janelas no olhar. Porque me trouxeste rios pintados de céu a
desaguar entre os dedos.
Gosto-te como a lua que se veste de luz e entra pela vidraça, que em segredo te
apanha nua e tranca num sonho como se fosses madrugada.
Sim... Gosto que me ilumines o vazio, que me ardas no corpo e na alma, que me
despertes o desejo sem ferros nem amarras.
Gosto-te por amor e verdade!
Pelo sexo e pela viagem. Pela vertigem e vontade que trazes e que em mim se
transforma em liberdade!
Gosto-te!
... E gosto de te gostar.
Telmo Mendes
In
"Pelo peito adentro", obra a publicar em 2015 pela Chiado Editora.
Todos os direitos reservados.
***
Todos os direitos reservados e protegidos pela lei em vigor.
Código de autor- Lei 50/2004
- Fotografias - banco de imagens Pinterest
- O autor autoriza a partilha do texto nos seus moldes originais, mencionando
obrigatoriamente a sua assinatura e fonte.
***

São pequenos laços invisíveis aqueles que nos
unem.
Misteriosas fronteiras que abrimos cá dentro e nos enchem de magia e
desejo.
Vejo-te mais com os sentidos do que com o olhar. Sempre acreditei mais em
sentir do que em ver, e admito... apenas o que sinto considero a minha única
verdade.
Por isso, hoje vem… venda-me os olhos e traz-me a claridade!
Aporta o teu corpo no meu, resgata-me o sorriso e ocupa-me todo o silêncio.
Abraça-me por inteiro como quem carrega uma baía nos braços. Deixa-me
assim...amante em sufoco, cheio de saudades amordaçadas num fogo que se faz
grito contido e calado.
Gosto do sussurro meigo da tua voz sobre a pele. Da tempestade que desaperta a
vertigem das mãos, que transforma os dedos em pássaros de fogo atrevidos a
procurar no espaço um pedaço de roupa para despir, céu para subir e mulher para
amar.
Gosto de saber que te amo na bruma. Que me conheces e tomas conta de mim. Não
te vejo… mas prefiro assim...
Olhar-te distrai-me!
Num instante, um toque deixa o corpo em frenesim. Soltam-se amarras, música e
suspiro... e percebo-te nua amor!
Mergulha em mim o prazer e o gesto. O refém e o lobo se quiseres.
Hoje, sem vaidade e com toda a liberdade, venda-me os olhos e traz-me a
claridade...
Telmo Mendes
In
"Pelo peito adentro", obra a publicar em 2015 pela Chiado Editora.
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***
Eu e tu somos uma muralha!
Juntos, fizemos um amor tão gigante que se transformou em montanha. Uma
caravela tão forte que hoje não existe mar ou batalha capaz de nos vencer.
A vida ensinou-nos a prescindir de futilidades. A perder o medo de dar tudo cá
de dentro e a sentir peito adentro sem reservas nem hesitar.
Sabes meu amor, já fizemos juntos tanto caminho que o tempo apurou o nosso
abraço e fez desse gesto tão simples um espaço imenso onde nos guardamos para
sempre!!
Vivo-te agora e todos os dias com a certeza nua que és tu a minha musa, a fonte
acesa que me ilumina de coragem e prova de vida.
O teu corpo é o meu corpo! E não existe em ti cicatriz que eu não ame, dor que
um beijo não acalme ou cansaço que de tão difícil em nós se faça silêncio.
Enquanto o coração bater estamos um pelo outro.
Guia-me e eu sigo-te!
Ontem como hoje, amanhã e para sempre... Trago-te em mim com a força de um
barco ancorado na mão! Forte, firme e fiel.
Juntos somos uma muralha.
Telmo Mendes
In
"Pelo peito adentro", obra a publicar em 2015 pela Chiado Editora.
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Confesso...
Não gosto de gente poderosa!
Acho que se rodeiam de aliados e cúmplices. São
matreiros, manhosos. Gente que se autoimune e conspurca para que o seu poder
nunca lhe seja retirado. Vestem-se de retórica e gravata parecendo pinguins
esquivos na hora de assumir responsabilidades.
No país onde vivo, os pinguins dominam a
"governação" e o rumo desarrumado de uma nação. "Gerem"
bancos e dinheiro que não lhes pertence com a mesma seriedade e sobriedade de
um taxista bêbado. Entretêm-se a
pular de cargos, a criar postos de trabalho para os pinguins da sua espécie.
Agora andam por aí uns quantos a mendigar! A pedir
voto na sua incompetência e a acenar com resoluções de infinita sabedoria.
Alguns, vão provavelmente dizer-me que votar é um direito, vitória da
democracia e claro... um dever de cidadania! Deixem-se de tretas!
Votar no meu país, não é mais do que convidar o
comum cidadão a ser culpado!! A assumir que tudo o que for feito é
responsabilidade sua e das suas escolhas.
Se correr mal (como sempre), escolhe-se outro
pinguim após quatro anos. Aquele mais fotogénico e saudável, com discurso
assente e sempre renovado que Portugal está nesta miséria porque o outro... o
pinguim anterior, esse malandro é que foi culpado!!
Não suporto pinguins do poder!!
Telmo Mendes
In
"Pelo peito adentro", obra a publicar em 2015 pela Chiado Editora.
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